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São Paulo, SP

Blog do Harry

Blog do Harry


Harry Thomas Jr. é um apaixonado por esportes. O paulistano compete desde 1995 e já completou 17 maratonas, sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30), Nova York (2h58min20) e Blumenau (2h58min10). O Administrador é Fundador do Webrun.

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Bombinhas foi broca


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/06/10 às 11:50 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo - (difícil...) - Com um tanto de atraso, posto esse lindo vídeo da segunda edição da K42 Vila do Farol Bombinhas Adventure Marathon. A prova já é difícil e com a chuva foi épica.

Parabéns à todos que participaram.
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E assim foi a K12


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 22/05/10 às 23:22 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon

Bombinhas, SC - (zicou e explodi...) - Ao escrever o post anterior estava me sentindo otimamente. Até que aconteceu o relato que coloquei à pouco no Twitter  (leitura do último para o primeiro).

Posts:


Acho que a La Forra tem que acontecer mesmo em Villa Angostura...No último post escrevi "gosto dessas coincidências". As boas não as ruins.

 

O povo está na festa (@viladofarolK42) e como em Angostura eu parado aqui contando. Estou muito melhor mas minha cabeça roda ainda

 

“Só” eu tive uma infecção alimentar.

 

 Foi infecção alimentar e continua a saga da K42 comigo. De três eventos só consegui completar um (por questões de saúde) (@viladofarolK42)

 

Ao menos agora consegui tomar dois litros de água de coco e somente comer duas torradinhas, e assim foi, minha (@viladofarolK42)


Os médicos estão na chegada do corrida. Injeções, soro, com direito ao um mini apagão foi minha corrida (@viladofarolK42)

 

Fico na Pousada e começo a passar mal sob forte desidratação, peço na recepção para me levarem ao médico. (@viladofarolK42)

 

Desidratação grave após ir dormir normal. O @nunesvinicius meu companheiro de quarto desaconselha eu ir correr (@viladofarolK42)

 

Levanto uma, duas, três quatro, cinco vezes (parei de contar aí) no meio da madrugada para vomitar. (@viladofarolK42)

 

Inacreditável !

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Voltando à ativa


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 21/05/10 às 22:48 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon

Bombinhas, SC - (explodo em Bombinhas?...) – Foram seis meses parado e apenas um treino de 5 km desde a alta médica. Mas amanhã, debaixo deste pórtico - foto feita na montagem na quinta-feira - estarei alinhado para meu regresso às coridas no percurso de 12 km da K42 Bombinhas Adventure Marathon, prova “irmã” da K42 Villa Angostura Adventure Marathon, competição onde meu calvário começou.


Gosto dessas coincidências...



Foto: Raquel Hoefel

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Asisc acredita na K42 Bombinhas Adventure Marathon


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 12/05/10 às 22:01 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon

São Paulo - (está chegando à hora, mas ainda dá para participar...) – A Asics não patrocina atletas por uma diretriz estratégica seguida no mundo inteiro pela marca. Entretanto,  a fabricante de materiais esportivos  patrocina grandes e excelentes competições ao redor do mundo, como por exemplo, a Maratona de Nova York.

 

No Brasil atualmente a Asics patrocina a Maratona do Rio, Ironman e Volta à Ilha, a grande novidade da temporada é o patrocínio da belissíma K42 Bombinhas Adventure Marathon que acontece no próximo dia 22.

 

Maravilhosa e difícil,  a intitulada primeira Maratona de Trail Run do Brasil pode ser feita solo (42k) em duplas (2X21K) e na “light” 12 km. Pela dificuldade tanto os K42 como os 21K podem estar na classe de competições-desafios.

 

Questionei a Asics em uma linha sobre o porque do patrocínio. A resposta que não coube em uma única dezena de linhas me fez lembrar que do outro lado não havia somente uma executiva da indústra esportiva, e sim uma maratonista e triathleta, enfim uma insider.

 

“Já subi o Kilimanjaro e fiz treking em Ladakh na Índia, em Torres del Paine na Patagônia uma longa história. Fiz o Cruce de Los Andes – 90 km de trail run por três dias - em fevereiro deste ano e misturei dois assuntos do meu coração: montanha + corrida. Apaixonei”, diz Andrea Longhi, Gerente de Comunicação e Marketing da Asics.

 

“A Cruce foi meu debut nas provas de montanha e plantou uma pergunta no meu coração: Porque as provas de Trail Run são um sucesso no mundo inteiro e não deslancham no Brasil? Achei que a Asics poderia ajudar a movimentar esse setor porque além de um patrocínio na área – somos patrocinadores há 3 anos da Volta à Ilha de Florianópolis – temos dentro da nossa linha de performance running um produto que é um espetáculo pros terrenos mais duros e que pouca gente conhece – o Gel-Trabuco, companheiro file de barro, pedra e mau tempo na trilha...”, continua.

 

“Juan (Assef) nos procurou com um projeto simpático, uma história bem sucedida (primeira edição é bem falada por pessoas bacanas no setor), qualificado e bem posicionado para o corredor de performance, que é o que buscamos em todos os eventos que participamos. Estaremos lá pra ver o que Bombinhas tem pra dar para o corredor!”, completa Andrea Longhi.

 

Pois,  o que tenho a dizer, é a competição mais empolgante que fiz no Brasil e lá estarei para minha volta às competições no circuito de 12 km que é curto mas grosso!

 

Para aqueles que desejarem ter uma  experiência ímpar, as inscrições ainda estão abertas, clicando aqui.


Foto: Raquel Hoefel
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O Embaixador


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/04/10 às 15:37 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon

São Paulo (minha prova predileta no Brasil...) – Achava que era brincadeira quando há um tempo atrás Juan Assef, idealizador da K42 Bombinhas Adventure Marathon, disse que eu era o Embaixador da competição no Brasil.

 

A ficha só caiu na apresentação para atletas, mídia, e comunidade feita nesta semana na Pousada Vila do Farol, em Bombinhas. Ao iniciar o evento e apresentar a mídia, ao chegar minha vez, Juan – que esse ano subirá em dez montanhas na Patagônia – cravou: “O Embaixador”

 

Pois então vale o brinde que fizemos no jantar logo depois.

 



Foto: Alexandre Koda/Webrun
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Meu vício


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 16/04/10 às 16:17 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon

São Paulo(compulsivo...) – Dizem que não há vício bom. Discordo. Twittar é meu vício e posso lhe garantir que é bom demais.

 

No Twitter interajo com corredores, técnicos, organizadores, mídia esportiva e mais um mundo de gente. Com a mobilidade a coisa desingrolou. Na última terça-feira ao fazer o reconhecimento de uma das trilhas da K42 Bombinhas Adventure Marathon fui flagado pelo Alexandre Koda twittando.

 

Tinha duas preocupações na hora. Informar meus seguidores em real time do que estava acontecendo e não dar tropeção e beijar o chão.

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La forra


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/01/10 às 11:51 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo(me aguarde....) – Quer dizer então que La Forra que o Harry terá como maior desafio na temporada 2010 já está marcada e com inscrições abertas à partir de hoje?

 

Que a história tenha um final diferente.


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Cinema na K42


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 19/11/09 às 07:40 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo - (belo filme...) – Foi bem isso que vivenciei sábado passado e pode ser visto neste espetacular vídeo da K42 Salomon Adventure Marathon. Apareço, já quebrado lá pelo 28 km na Tranquera Fontana aos 7min18, mancando e com uma dor infernal.

 

Quando um dos ponteiros alcança um posto de hidratação com 5min34 à 5min40, é lá, atrás da mesa de hidratação que o médico me atendeu e terminou a corrida para mim.

 

 

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El Organizador


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/11/09 às 09:25 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo(provas perfeitas...) – Já vi de tudo nestes quinze anos quase que diários que acompanho as corridas de rua em termos de organização. De picareta – acredito que depois que o Lula internacionalizou a expressão nossos hermanos hão de entender -  a organizador de classe mundial.

 

E no dia que conheci o pessoal da K42 em julho deste ano, fiquei impressionado com o tratamento e cuidado organizacional deste pessoal da Patagônia Eventos com suas provas e cheguei a postar no dia e, apostar no sucesso. 

 

Os caras são bons.


Como se diz: Entendem do riscado.

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Harry e o Rei da Montanha


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/11/09 às 08:12 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo, 16/11 às 19h30 – (SP...) – Chegamos eu e José Virginio em São Paulo no voo seguinte do inicialmente programando. Indrig que veio em vôo solo o espera sentada no banco lendo. Lê a Runner’s World Brasil, edição de primeiro aniversário.

 

E nos mostra a reportagem sobre o Desafio Nike 600k. Nela sem de nenhum de nós dois imaginarmos nos conhecermos uma semana antes, estávamos eu e ele na mesma reportagem.

 

Eu pelo glorioso Exercito Brancaleone e José Virginio, terceiro colocado na K42 Salomon Adventure Marathon e por ser conhecido o Rei da Montanha da atualidade, modalidade (corridas de montanha) em que ele é bicampeão brasileiro.

Virgilio: Pódio em Bombinhas e Angostura. Foto:Juan Cruz Rabaglia/Patagônia Eventos

 

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Finisher


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 23:14 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Buenos Aires, 16/11 às 11h(si, si, no, no na larga Avenida...) – Chegamos na Av. 9 de Julho no mesmo ponto em que embarcamos. Descemos e todos se cumprimentam uns aos outros. Éramos em mais ou menos 30 pessoas dentro do confortável K42 Bus e a maioria se dispersa.

 

Um dos que converso é com o Secretário de Esportes de Bombinhas que correu e chegou em La Angostura. Falo da bela camiseta de Finisher. E se não me engano para ele digo que me recuso a colocar uma sem ter feito o quesito mínimo para conquistá-la: ser Finisher!

 

O Bonafite Expresso que vende café e não viagens turísticas estava em frente. Entramos  no charmoso local eu, Virginio e Ingrid, os últimos depois de Luciana Assef. Fomos tomar nosso café depois da longa e boa viagem. Sentamos, escolhemos as delicias portenhas acompanhadas de um bom café.

 

Virginia, esposa de Diego Maldonado adentra no Bonafite e me entrega de presente a camiseta de Finisher que ela conquistou.. Ela tem que ser rápida já que precisam partir. Aceito numa reação. Ela sai. Fico sem ação. Segundos depois lembro que estava vestindo uma linda camiseta, de uma de nossas corridas brazucas.

 

Levanto e vou a porta. Não a vejo, nem Maldonado, e não consigo entregar minha reciprocidade.

 

Não posso usar a camiseta, não sou Finisher.

 

Quem sabe no dia 13 de novembro de 2010 ela seja a camiseta usada por de baixo da oficial pela primeira vez.

 

Diego e Virginia: a preta e laranja é linda!

 

Obrigado, ops, Gracias.
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Lindo Lanin


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 15:41 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Província de Neuquen, 15/11 às 14h(sonhos realizados...) - Das vezes que fui para o hemisfério norte era outono e jamais vi neve. Era daqueles sonhos de criança. Em Villa la Angostura o sonho foi realizado. Vi neve, toquei nela e o pior a enfrentei nas trilhas da Tranquera Fontana como relatei.

 

Outro sonho distante era ver um vulcão e vi um maravilhoso. Ao regressar no Salomon K42 Bus vejo ao longe uma linda montanha, que diferente das demais que só tinham neve no alto, essa era branca em sua plenitude.

 

Me informaram que a montanha estava localizada em San Martin de los Andes e seu nome era Vulcão Lanin.

 

azimutantes.blogspot.com/licença creative commons

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Leitor distante


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 01:13 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 15/11 às 10h - (Valeu como uma medalha que não trouxe...) - Sei do carinho que tenho tido por parte dos que me lêem. Depois do meu impedimento em continuar – o que foi justo e os hermanos sem "jeitinho brasileiro" disseram não e ponto. Mas a recompensa vem. O que me marcou no domingo de manhã foi Félix.

 

São 9h45 da manhã na charmosa parada de ônibus (rodoviária?!?) de Villa la Angostura. O Salomon Bus K42 estaciona. Saudações são dadas as pessoas que ficam e as que vão.

 

Mansilla de mansinho está perto. Sorri e a conversa acontece sem scripts. O rapaz que acredito não entrou na casa dos 30 tem a cara andina e que descubro no fim de tudo ser um atleta e treinador que lá estava em Angostura.

 

Marcelo, cujo primeiro nome é Félix e o último Marsilla vai me marcar sem saber. O cara me diz: “Eu leio seu blog.!" Pergunto incrédulo: "você é daqui de Angostura? E me lê daqui?. Responde que sim, e para arrebatar, que gosta das linhas que traço.

 

Poxa, o cara me lê português língua periférica a 4 mil quilômetros de distância e em realidades runnings distintas e me fala isso?

 

Só me resta entregar a câmera a Santiago para eternizar minha gratidão.

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Os espanhois


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 16/11/09 às 23:52 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo - (Simplicidade é isso aí...) - E vocês estão lembrados que relatei que havia encontrado uns corredores super simpáticos em Cumbica e depois os fotografei no Aeroporto de Ezeiza?

 

Pois descobri quem eram os caras. Simplesmente atendem pelo nome de Martin Fiz, bi-campeão mundial de Maratona e José Antônio de Pablo da Runner´s World da Espanha.

 

Caras gente bonissimas, alguns voltaram também no mesmo vôo que o meu e de Virgílio.


Pablo (esq) e Martin Fiz - Foto: Juan Cruz Rabaglia/Patagônia

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K42 entalada no meu coração


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 15/11/09 às 10:00 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 14/11 10h às 15h30 - (misterio) - Que estranho não consigo entender. Não tive sobrecarga de treino após os 600k e descansei por uma semana para voltar zerado. Certo, competi duas provas no final de semana passado, mas a Ayrton Senna pelo meu ritmo não pode ser encarada como uma competição. E nesta semana só trotei leve.

 

A bem verdade que ao levantar senti uma pontadinha ao lado do osso metatarso do pé esquerdo. Mas nada gritante. Uma pontada não, dor. Às 8h30 o motorista passa em Los Duendes.

 

Nos dirigimos para a largada. O lugar é lindo! A beira do famoso lago que tem ao fundo a Cordilheira dos Andes com seus picos nevados. Faz uns 5ºC com vento gélido e cortante.

 

Entro na fila do guarda volume que os hermanos chamam de "guardarropa". Estava com uma regata e por cima a camiseta oficial. O frio faz eu repensar na vestimenta. Tiro do camel back uma camiseta de manga cumprida e coloco por baixo da oficial. Vou com três, decisão acertada. Entrego minha mochila.

 

Encontro Juan Assef, um dos organizadores do evento, nos comprimentamos. Apesar de conhecê-lo apenas alguns meses, parece que nos falamos a muito tempo. Dou os parabéns por tudo que já vi e nos despedimos.  

 

Começo a trotar para me aquecer. Sinto algo no pé. A memória me remete a pontada que senti logo ao acordar. Penso que isso seja o frio e falta de aquecimento. Dou uma volta pelo gramado. Na segunda volta um corredor esbarra em mim. Penso que isso é normal e nem olho para ele. Mais alguns passos e um novo esbarrão lateral, agora era demais. Olho pra ele e a touca e boné não fazem eu reconhecê-lo no exato momento! Mas vem um sorriso que eu conheço a muito tempo. O sorriso de um dos caras mais importantes da história das corridas de rua do Brasil, que estava sendo espirituoso e brincando comigo, seu nome: Tomaz Lourenço, editor da revista Contra Relógio.

 

Nos abraçamos e ele me chama para fotos com mais alguns brasileiros que foram via XTravel, cujo dono, o Marcelo Coltro, também estava lá. Tiramos as fotos e agora faltam uns 15 minutos para a largada.

 

Mais algumas voltas no gramado e a luz amarela acende. Que raios de dor é essa que estava se manifestando no peito do pé. Me posiciono no curral a uns 10 metros do pórtico. Muito bacana o que a Patagônia Eventos faz. O cronômetro da largada entra em contagem regressiva de uns 5 minutos e ao chegar nos 10 até 1 segundo todos vão acompanhando e repetindo o número.

 

Os 1.600  candidatos a fazerem o K42 largam. Começamos com subida e trânsito de atletas intenso de cerca de dois quilômetros. Depois começa uma sequência de subidas e descidas leves.

 

Nos primeiros 5 km sinto que vou ter problemas na prova. Cada vez que meu pé esquerdo toca o chão é como se recebesse uma martelada nele. E doi.

 

Chegamos no km 10 e eu passo com 55 minutos. Lá uma enorme torcida se posiciona. É que nesta hora saímos pela primeira vez da estrada de cascalhos e pegamos por uns 800 metros o acostamento de uma estrada, para retornarmos para a terra logo a seguir.

 

Agora começava um pouco do meu calvário. Entramos em uma subida em trilhas que tem cerca de um metro de largura sempre contemplando uma vala no meio e às vezes ao lado. Ao subir tudo “tranqüilo”, o grande problema estava na descida. Uma porque a dor nesta posição ficava mais forte e outra é que vinham corredores literalmente te atropelando. Como não poderia forçar para ir mais rápido, ficava perigoso de tomar um atropelo. Nesta hora percebo como há vários e várias sem noção, pois me passavam na descida como loucos e no plano eu encostava neles. Quer dizer as chances de um deles tomar um capote na descida eram enormes.

 

Nestas trilhas que percorremos por quilômetros dentro de bosques era um freqüente sobe e desce. Logo vem o famoso Arroyo Pedritas, aquele riacho que temos que atravessar. Será que temos mesmo? Olho a esquerda e um big tronco de árvore serve de pinguela. Ou seja: muitos atravessavam o riacho apenas para fazer pose para os fotógrafos. Estamos ainda no quilômetro 15 (mais ou menos) e como eu queria sofrer o menos possível e não fazer pose para fotografia “tipo superação” fui via pinguela. E continuava o sobe e desce, desce e sobe.

 

Saímos do bosque de árvores enormes, daquelas que são necessárias umas três pessoas para abraçá-la. Vejo uma UTI móvel lá pelo km 19, pergunto se ele tem um analgésico. O para-médico responde que não e só mais à frente. Cada passada é um uma dor infernal.

 

Lembro de ter dito para minha mãe que iria pagar todos os meus pecados nesta corrida, pois maratonas, por mais treinado que esteja, não deixa de ser uma auto flagelação.

 

Dito e feito. Mas o pior é que eu estava com fôlego, sem dores musculares, câimbras etc, ou seja estava perfeito, não fosse a lesão misteriosa.

 

Na grande reta em cascalho vejo a bifurcação (20Km) dos que farão o revezamento (2x21km) e daqueles que fazem a maratona. Neste local há uma grande quantidade de público incentivando. Os 21 km vão reto e eu dobro a esquerda em subida. Mais uns 500 metros um posto de abastecimento oferecendo gel. Pego um, tomo com água, e penso em fazer uma massagem.

 

Paro num tronco e tiro o tênis e a meia. Fricciono levemente o local e ao invés de melhorar piora. Vi que não adiantaria a massagem. Eu clamava por um analgésico. Cheguei a pedir para alguns corredores mas ninguém tinha.

 

Bato o 21k (mais ou menos, pois eu não vi em momento algum placas que não fossem do 10k e 25k) em 2h30 minutos. A reta do quilômetro anterior foi à última. A partir de agora só subidas.

 

Os primeiros dois quilômetros em estrada de terra e castalho. Os líderes já vem descendo. Passa o primeiro, tenho o cuidado de marcar em que hora eu cruzo com ele, pois o nosso José Virgilio estava na parada. Passa o segundo. E um minuto depois vem Virgilio. Ele me olha como quisesse saber de alguma coisa. Grito: você está em terceiro a 5 minutos do líder. Ao escutar a diferença ele arranca e imprime mais velocidade.

 

Saímos da estrada, agora assim, a coisa ia engrossar. O cenário era de trilhas com a terra preta vulcânica solta. A inclinação por várias vezes fazia com que literalmente tivéssemos que nos agachar para poder subir.

 

Andávamos em filas indianas. Quando eu via que estava bem mais lento que os demais. Eu abria caminho para me passarem para então me posicionar em último da fila, assim, não atrapalhava e me ajudava.

 

Avisto a placa do 25K e nela um para-médico. Explico que estou com muita dor. Ele tira meu tênis e diz que vai precisar enfaixar. Enfaixa e sigo em frente, agora na Tranquera Fontana. Ao invés de melhorar a faixa faz eu ter mais dor.

 

A neve cobre vários pontos da trilha o que dificulta mais, pois ao ir derretendo e misturada com a areia vulcânica  formava uma pasta preta que vinha escorrendo pela trilha.

 

Dou algumas paradas para me recompor e o staff me indica o final da piromba. Saímos da trilha e pegamos uma estrada perpendicular à montanha e de frente para a bela estação de esqui. Faltam 2km nesta estrada para a estação. Meus únicos pensamentos eram o analgésico e formas de controlar a dor.

 

Pensava ainda que faltavam 12 km e o mais difícil eu tinha vencido, mas o pior, não era o dificílimo percurso (Bombinhas é mais difícil) mas o meu pé.

 

Chego no platô com várias construções usadas pelos esquiadores. A vista mais espetacular que já vi em minha vida e enxergo a descida. Pronto. Agora seria somente para baixo.

 

Pergunto pelo médico e me indicam uma cabana. A desistência não passava pela minha cabeça. Eu tinha prometido a mim mesmo que mesmo andando eu completaria. Adentro na cabana e o médico trata de uma moça deitada na maca.

 

Explico o caso e começo a sentir frio. Segundo o termômetro estávamos com 5ºC mas sensação térmica era de 0ºC. A assistente médica pede para me fazerem um chá e ligar um aquecedor a carvão. Começo a tremer. Nisto me fornecem uma manta térmica e uma jaqueta.

 

O médico me chama, manda deitar na maca e me examina. Começa a falar em espanhol e pelos parcos conhecimentos da língua de Cervantes, entendo ele dizer que eu não poderia continuar na competição. Explica-me que havia suspeita de fratura no metatarso e que na descida essa parte do pé seria muito solicitada.

 

Ainda pergunto se ele não pode me liberar para eu continuar. Ele é taxativo: não! Vem uma lágrima e na sequência um choro compulsivo de alguns minutos como a muitos anos não me acontecia.

 

Choro como uma criança, o médico me afaga e diz que será melhor assim. Faz um novo curativo e manda chamar o transporte para mim. Agora não consigo mais apoiar o pé no chão. O resgate de um rapaz que eu agradeço aqui publicamente por sua dedicação chega. Saímos da cabana e pergunto até onde vamos. Ele me aponta um local à frente. Penso porque o carro não veio até a cabana, mas não pergunto nada. Ele num gesto que mostra amor a sua profissão de socorrista ao ver da  minha dificuldade de andar, me coloca em suas costas e me carrega por longos 200 metros.

 

Chegamos ao  ponto que ele me mostrou. É então que a ficha cai. Lá em cima é impossível ir de carro. Iríamos descer pelo teleférico usado pelos esquiadores por cerca de 1 km em linha reta.

 

Sentamos eu e ele no teleférico e iniciamos a descida. O frio agora pegava muito forte. Eu tinha desaquecido e estava  somente de calção cobrindo as pernas. As pontas dos dedos formigam. Logo vem a imagem dos montanhistas mortos. Passei a admirar ainda mais esses esportistas e a respeitar a natureza. Nós humanos não somos nada perto dela.

 

Se antes estava triste, agora a raiva juntou ao que eu estava vendo. Enquanto o teleférico fazia a linha reta ele passava pelo caminho em zig zag que os corredores estavam fazendo. Ou seja a descida que eu temia como sendo uma reta por trilhas ingrimes era uma suave serpente na qual sobrevoei várias vezes.

 

Avisto a uns 200 metros de distância um fotógrafo e peço para o socorrista gritar para ele. Aquela foto para mim seria imperdível. O clique feito e tomará que a encontre.

 

A ambulância me aguardava lá em baixo, nela, uma moça que não estava legal e que respirava no balão de oxigênio. Vamos os dois para o hospital.

 

Serviço rápido e atencioso. Raio X é feito e a suspeita de fratura não é confirmada. O que há é um estiramento bem forte. Recebo alta e vou de táxi até Los Duendes. Sinto sono e vou dormir.

 

A K42 ficou não entalada na garganta, mas em meu coração! No ano que vem quero retornar e dar o meu melhor, assim como dei neste ano.

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Um chorizo de consolação


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 14/11/09 às 23:06 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 14/11 às 21h55  (é o jeito...) – A festa de premiação começa daqui um pouco (estamos com fuso de uma hora de atraso em relação a Brasília) e meus companheiros jornalistas argentinos querem me arrastar para lá.

 

Eu declino o convite. Ter que ficar pulando como um saci-pererê não é comigo. Aproveito e encho a banheira de água gelada que por pouco não entra em estado sólido. Um bom substituto para o gelo que foi me recomendado, ainda tomo o analgésico.

 

Ao chegar do hospital às 18h dormi e agora me deu uma baita fome. Vou até recepção levar o lap top e pedir um belo de um chorizo.

Tomará que sirvam a essa hora.


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Que pena!


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 14/11/09 às 22:49 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 14/11 às 15h30 – (bola para frente...) - Agora pouco twittei sobre minha participação na excelente e maravilhosa K42 Salomon Adventure Marathon, que infelizmente fui proibido (com razão) de concluí-la.

 

Posto amanhã todos os detalhes.

 

#K42 - (cont,,,) - E assim foi, fui até o limite.

#K42 - (cont,,,) - Sou levado ao hospital e é constato um estiramento no nervo. A corrida acabará mim. Não consigo colocar o pé no chão.

#K42 - (cont,,,) - médico diz que não poderei continuar (há suspeita de fratura no metatarso)...

#K42 - (cont...) - Venço a Tranquera Fontana e chego no topo da montannha (32K) paro no posto médico para pedir um analgésico...

#K42 - (cont...) - e os quilometros passam e a dor antes leve aumenta exponencialmente. ...

#k42 - Minutos antes da largada sem ter o porque senti uma dor no peito do pé. Data a largada a dor começou a incomodar...
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Aos pés da montanha


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 14/11/09 às 08:06 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 14/11 às 16h30 - (Murphy me esquece...) - O recepcionista do Los Duendes - saca só o nome – o simpático hotel que estamos hospedados iria chamar eu e Fernando, editor das belíssima revista de esporte de aventura Desafios, às 7h, mas às 6h acordei.  

Tomei banho, me arrumei, e o tal de Forerunner que coloquei para carregar não quer ligar. Penso que foi algum problema com as tensões elétricas, mas como se ele foi carregado no lap top e este está funcionando – ainda – corretamente?

 

A questão é que ele não liga mesmo. Estou com a pulseira do Nike+ Sport Band mas corro de acessórios e equipamentos da Mizuno, portanto, se o problema persistir (quanta esperança Harry) o que acredito que ocorra, vamos somente de relógio do Sport Band.

 

Pensando bem exceto por não ter as passagens,  em uma maratona trail os segundos não servem para nada. Vou marcar a hora da largada e pego as passagens cheias a cada 10km.

 

Fora isso, tudo muito tranqüilo, quem afinal deve se irritar estando aos pés desta montanha fotografada do meu quarto?


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