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Fernanda_Paradizo
São Paulo, SP

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A jornalista Fernanda Paradizo é corredora e viaja o mundo para cobrir e fotografar provas internacionais. Fez sua estréia nos 42 km em 1997, em Nova York, e a partir de então não parou mais de correr. Já completou oito maratonas internacionais.

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O futuro atletismo do Brasil


Publicado por Fernanda Paradizo em 01/07/10 às 19:13 na(s) categoria(s) Atletismo

No último final de semana, nos dias 26 e 27 de junho, foi realizado na pista de atletismo do Constâncio Vaz Guimarães o Campeonato Brasileiro de Atletismo, que reuniu jovens atletas até 19 anos. Na disputa, em jogo não apenas o título de campeão brasileiro juvenil do ano, mas também a última oportunidade para tentar o índice para o Mundial da modalidade, que acontece entre 16 e 25 de julho, no Canadá. No total, 8 atletas confirmaram suas marcas e mais três fizeram o índice pela primeira vez. Veja abaixo algumas das novas caras do jovem atletismo brasileiro, nossas esperanças de medalha para 2016.

A paulista Bárbara Farias de Oliveira (400 m) e o paranaense Hederson Estefani (400 m e 400 m com barreiras) foram eleitos o destaque feminino e masculino do campeonato. Bárbara, que tem 19 anos e é de Osasco, e é a número 1 do Ranking Nacional 2010.


Na prova de 4x400 m feminino, Bárbara fechou o revezamento feminino, ajudando a equipe de São Paulo a conquistar o ouro e a estabelecer novo recorde do campeonato, com 3:41.54.

 

Revezamento 4x400 m: Jessica Gonzaga dos Santos, Bárbara Farias de Oliveira, Natalia Monique dos Santos Oliveira e Natallia Oliveira da Silva

Geisa Rafaela Arcanjo foi outro destaque do campeonato. Aos 18 anos, a atleta de São Roque (SP) venceu o lançamento do disco (51,53 m) e também o arremesso de peso (16,05 m), confirmando nas duas provas o índice para o Mundial, mesmo sem repetir suas melhores marcas (53,30 m no disco e 17,11 no peso), que a credenciam também como líder do ranking nacional. Além de confirmar a vaga para o Mundial, Geisa bateu o recorde do Campeonato, que era 15,91 m e que pertencia a Elisângela Adriano (de 1990) e Alexandra Amaro (de 1991).

Pódio do arremeso de peso: da esquerda para a direira, Livia Avancini, Geisa Rafaela Arcanjo e Esthefania Ribeiro da Costa

É claro que nesta lista de jovens promissores não poderia faltar alguém do salto, modalidade em que tradicionalmente o Brasil sempre teve grandes representantes. Lourival Nogueira de Almeida Neto, paulista de Catanduva, sagrou-se campeão do salto em distância, com 7,66 m, garantindo também sua vaga para a disputa do Mundial.


Aos 19 anos, Lourival (na foto acima) lidera o ranking nacional junto com Caio Cezar Fernandes dos Santos, de Barretos (SP), que tem a mesma marca de Lourival e também a vaga garantida para a disputa no Canadá. Na competição, Caio, de 17 anos, levou duas medalhas de prata: uma no salto em distância e outra nos 100 m.



Jovens promissores do salto em distância: Caio e Lourival

 

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De frente para o nascer-do-sol


Publicado por Fernanda Paradizo em 25/05/10 às 18:38 na(s) categoria(s) Ironman, Triathlon

Domingo é dia de Ironman Brasil, em Floripa. Das nove edições realizadas, tive o privilégio de estar em seis edições, todos elas com a câmera na mão, aguardando sempre o momento para o melhor clique. Já fiz imagens que considero boas, mas nenhuma delas superou a largada da primeira edição, em 2001, onde o nascer-do-sol surge esplendorosamente à frente dos atletas que correm em direção ao mar. Confesso que foi uma imagem feita com uma ajudinha do acaso, mas o que seria de nós, fotógrafos, se a a sorte não estivesse em alguns momentos do nosso lado. Que a imagem abaixo sirva de inspiração para todos que estarão no próximo domingo perfilados na Praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis.


Largada do Ironman Brasil 2001 (by fparadizo)

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As várias faces de Ana


Publicado por Fernanda Paradizo em 10/05/10 às 22:03 na(s) categoria(s) Corrida de rua

Ana Luiza Garcez, a Animal, já é figurinha carimbada na Corrida PA Kids. A ex-moradora de rua faz questão de marcar presença em todas as edições do evento, como staff. Responsável por entreter a criançada na área de aquecimento, pouco antes do tiro de largada, ela não para um só minuto e se mostra sempre pronta a ajudar aqueles que precisam. Para cada edição do evento, ela prepara sempre um visual diferente. Confira abaixo os diferentes looks de Ana em quatro edições do evento.


 

Óculos de coração, cabelo alisado e franja grudada na testa na última edição

Tiara cheia de penduricalho em 2009



Tranças longas para a 9ª edição do evento

 

Cabelo ao estilo Sandra de Sá na 8ª edição (2008) 
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Um tempo para duas campeãs


Publicado por Fernanda Paradizo em 12/04/10 às 12:04 na(s) categoria(s) Atletismo
Yelena Isinbaeva e Paula Radcliffle são nomes que dispensam apresentações. Mas o que há em comum entre essas duas grandes atletas para que ambas estivessem aqui como assunto de um mesmo post? É que as duas estrelas do atletismo anunciaram oficialmente na semana passada que ficarão por um tempo longe das competições.

Depois do "fracasso" no Mundial Indoor, em Doha, a russa Yelena Isinbaeva, recordista mundial de salto com vara, com 5,06 metros, admitiu estar emocionalmente cansada após oito anos competindo sem parar e resolveu se afastar das competições para que pudesse se recuperar. Segundo a própria atleta, ela continuará treinando normalmente para se manter em forma e, embora não tenha fixado data para retorno, promete voltar à ativa no Mundial de 2011, já visando estar em plena forma para mais um ouro olímpico, em Londres 2012. Soberana no ranking mundial já há algum tempo, é claro que menos preocupa a russa é perder seu posto de número 1, já que a atleta que mais se aproximou ao longo destes anos de Isinbaeva foi a norte-americana Jennifer Suhr, que saltou 4,92 metros em 2008. Apesar da grande diferença, Isinbaeva, que completa 28 anos em junho, sabe que precisa voltar renovada se quiser se manter no topo do pódio nas importantes competições que estão por vir.


 

Crédito foto: Eckhard Pecher


Já a britânica Paula Radcliffe, que domina o ranking dos melhores tempos em maratona desde 2003, com 2h15min25s, o afastamento das competições tem por uma causa diferente. Aos 36 anos, a atleta anunciou na semana passada que está grávida de seu segundo filho, que deve nascer em setembro. Mãe de uma menina de 3 anos, Radcliffe, que não compete desde a 4ª colocação obtida em novembro do ano passado na Maratona de Nova York, planeja retornar às competições em 2011 e, a exemplo de Ibinbaeva, continua firme e forte com o sonho de uma medalha olímpica nos Jogos de Londres 2012.


Crédito foto: Fernanda Paradizo

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Paris 12 anos depois


Publicado por Fernanda Paradizo em 05/04/10 às 15:00 na(s) categoria(s) Corrida de rua, Maratona



Hoje é dia 5 de abril. Passaram-se exatamente 12 anos desde que fiz minha primeira Maratona de Paris, uma das provas mais bonitas e emocionantes. Não foi uma corrida qualquer aquela. Era 1998, ano de Copa do Mundo e exatamente na França. Treinei duro a temporada toda para encarar minha segunda experiência nos 42 km. Lembro da dificuldade de conciliar trabalho com corrida na época, mas eu estava totalmente anestesiada com o resultado obtido em Nova York, cinco meses antes, na minha estréia em maratonas, quando fiz 3h49, que tudo parecia fluir bem. Lembro que, ainda no aeroporto, recebi do técnico Wanderlei de Oliveira meu plano de vôo. Ou seja, uma planilha com o tempo de passagem que deveria seguir. Olhei aquilo assustada. Questionei na hora, mas guardei a planilha e não toquei mais no assunto a viagem inteira. O tempo previsto? 3h38min59s. Eram 10 minutos abaixo do tempo de Nova York.

Viajamos num grupo de oito pessoas, incluindo o Wanderlei de Oliveira, o único ali que já havia corrido a prova. Chegamos a Paris na quinta. Ver o Arco do Triunfo ali pela primeira vez parecia um sonho. Era como se eu estivesse dentro de um filme. Mas, diferentemente de Nova York, onde tudo lembra maratona, em Paris nada dizia que no domingo haveria um evento de tal grandeza. E, quando os parisienses falavam conosco, queriam mais é saber de futebol. O "Ronaldô" era a sensação do momento e prometia ser a atração principal daquela Copa.

Assim que chegamos a Paris, deixamos as malas no hotel e saímos para correr em plena Champs Elysées. Seguimos em frente na nossa corrida de reconhecimento pela cidade, comandada por nosso técnico, que conhecia muito bem o caminho. Passamos pelo Louvre e novamente fiquei maravilhada com o que via. Eu, que nada conhecia da cidade, achava que em poucos minutos estaríamos entrando no famoso Bois de Boulogne, onde acontecem os quilômetros finais da prova e que na verdade ficava no sentido oposto ao que estávamos indo. Seguimos adiante e entramos num parque pequeno, que parecia até particular. Era o Parc de Monceau.

Início de primavera em Paris, os jardins estavam começando a ganhar flores, principalmente tulipas. Fizemos muita coisa naqueles dias que antecederam à prova, mas tudo muito perto do hotel, para não cansar as pernas. Em Paris, anda-se muito. Aproveitávamos também a facilidade do metrô para ir aos locais um pouco mais distantes. Lembro de ter ficado desapontada com a Expo, que não chegava aos pés da feira da Maratona de Nova York. Foi ali na verdade que aprendi que cada prova tem sua particularidade. E Paris tinha a sua. Os dias se passaram e muito pouca coisa ainda lembrava que ali aconteceria a prova. E olha que estávamos hospedados a apenas um quarteirão da Champs Elysées, o que não dava nem 1000 metros da largada. O tempo demorou a passar em Paris, mas o dia da prova chegou e tive que voltar atenção a minha realidade. Embora não acreditasse muito naquele tempo proposto, estava tranqüila e não via a hora de poder correr.

Antes de ir para a largada, aquecemos na calçada da Champs Elysées. "Aquecer para correr uma maratona?", questionei o Wanderlei. "É mesmo necessário isso?" A resposta foi curta: "Sim... aqui dá para fazer isso. Vamos aquecer e sair já no ritmo proposto". E largamos. Na descida da Champs Elysées, passei o primeiro km a 4min20s, 1 minuto abaixo do tempo previsto na planilha. E achei que estava tranqüila. Segurei a ansiedade desse começo de prova e no km seguinte já caí no ritmo estabelecido para esse início de prova: 5min20s por km. Posso dizer que a primeira metade da prova foi bem fácil e tranqüila. Em ano de Copa do Mundo, e tendo o Brasil como favorito, os franceses que passavam por mim nessa primeira metade não paravam de cantarolar "Aquarela do Brasil" num ritmo meio esquisito e, de vez em quando, gritavam algo que parecia ser um "Ronaldô" ou "Rivaldô".

Concentrada na prova, fui percorrendo os quilômetros, não dando muito bola para o que acontecia ao redor e seguindo à risca minha planilha, com aquele 1 minuto de crédito do início na Champs Elysées. Os postos de água, a cada 5 km, eram bem tumultuados. Embora o Wanderlei tivesse me avisado sobre passar adiante e pegar água só no final do posto, que era extenso, para me livrar da multidão, tinha medo de ficar sem hidratação e não segui o recomendado. Fui levando a prova.

Beirando o Rio Senna, nem vi na passagem dos 30 km a Torre Eiffel, no lado oposto ao que estava. Mesmo seguindo à risca a planilha e estando tudo sob controle, fiquei entediada da prova e já não via a hora de acabar. No km 32, já na outra margem do Rio Senna, um francês juntou-se a mim e perguntou educadamente se poderia correr ao meu lado. Não sou muita adepta a conversas em competição, mas dei sinal de positivo. Ele me perguntou se estava correndo para baixo de 4h. Fiquei assustada com a pergunta. Fiz e refiz as contas e disse: "Espero estar muito abaixo disso". Curiosa, quis saber qual o melhor tempo daquele francês. Eram 4h20. Refiz de novo as contas e disse: "Você sabe que estamos muito abaixo de 4h aqui, não?" Talvez ele não tenha entendido o que eu disse porque não houve resposta. O engraçado de tudo é que, naqueles 10 km finais, meu amigo francês passou a ser meu guia turístico e fazer uma breve descrição de tudo o que aparecia pelo caminho, como a hípica parisiense, o local onde era disputado o Roland Garros, a entrada no Bois de Boulogne e outras coisas mais que nem lembro. Naquele momento esqueci um pouco da planilha, embora soubesse que estava dentro do planejado, e meu tédio foi embora. A conversa que tomou conta de nós por pelo menos uns 50 minutos ganhou um silêncio total nos 2 quilômetros finais. O tempo voou. Passou tudo tão rapidamente que, quando me dei conta, já estávamos na Avenue de Foch, no sprint final para cruzar a linha de chegada. Completei a prova em 3h37min53s, ainda com aquele 1 minuto de crédito conseguido na Champs Elysées. Eu e meu "novo amigo" batemos ali nosso recorde pessoal na distância. Fiquei em êxtase durante um tempo e acabei me perdendo do francês no meio da multidão. Fui para o hotel caminhando, sem nenhum desconforto ou dor, como se não tivesse corrido uma maratona. ali encontrei o Wanderlei e o Milton, que já haviam terminado a prova, ambos também com recorde pessoal, e aguardavam pelos outros no saguão.

Embora contente com o resultado, fiquei com a sensação de ter deixado algo para trás. "Quem era aquele francês? Qual o nome dele?" Por um momento, achei até que tivesse dito seu nome enquanto corríamos, mas não processei a informação. A certeza de que realmente ele existiu e que eu não estava delirando naquele final de prova tive com outro amigo, o Paulo, que ultrapassei no km 40 e disse que presenciou eu recebendo uma "ajudazinha extra" de um "coelho".

Deixei Paris dois dias após a prova. Cerca de um mês depois, recebi pelo correio o certificado e também algumas miniaturas de foto. E numa das imagens eis que aparecia apenas metade do meu "amigo" francês, ou melhor, do meu anjo da guarda, nos quilômetros finais da prova. Como dava para identificar grande parte do número de peito, fiz uma busca pela internet pelo tempo de término e consegui descobrir que Jacques era o nome dele. Final feliz para minha história, que passou a ter começo, meio e fim.

Voltei outras vezes a Paris, algumas para cobrir a prova, e outras duas simplesmente para correr. A competição, que, antes atraía cerca de 20 mil inscritos, hoje reúne 40 mil. Mesmo depois de tantos anos, a prova, apesar de cada vez mais tumultuada nos postos de hidratação, até por ser um percurso em que há curvas e afunilamento, não comportando toda essa quantidade de inscritos, continua sendo mágica. Afinal, poder largar na Champs Elysées tendo o Arco do Triunfo às costas é algo indescritível.

Crédito de foto: Antonio Ponzini (Maratona de Paris 2009)

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Mais uma homenagem a Fabiana Murer


Publicado por Fernanda Paradizo em 22/03/10 às 17:20 na(s) categoria(s) Atletismo

A campeã mundial indoor de salto com vara não para mais de receber homenagens. Hoje pela manhã Fabiana Murer foi recebida na sede do Grupo Pão de Açúcar, um dos seus patrocinadores, para ser homenageada mediante os colaboradores da companhia pelo título inédito conquistado para o Brasil em Doha, no Catar. Quem recebeu a atleta no palco foi Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração da empresa.



O Pão de Açúcar aproveitou a ocasião para apresentar aos colaboradores seus mais novos reforços (em parceira com a Clube de Atletismo BM&F Bovespa), que passam a fazer parte da equipe em 2010 já visando os Jogos Olímpicos de Londres 2012 e Rio 2016: Hugo Balduíno de Sousa e Thaissa Barbosa Presti, ambos especialistas em 200 metros rasos, além de Jailma Sales de Lima, corredora de 400 metros. Além dois três atletas, quem também passa a fazer parte da equipe é Barbara Farias de Oliveira (também especialista em 400 metros), medalha de ouro para o Brasil neste final de semana em Medellin, na Colômbia, nos Jogos Sul-americanos sub-23.



Da esquerda para a direita, Hugo, Fabiana, Thaissa e Jailma (by fparadizo)

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O contador de passos


Publicado por Fernanda Paradizo em 19/03/10 às 17:17 na(s) categoria(s) Corrida de rua

Em setembro de 2009, escrevi uma matéria para a Contra-Relógio intitulada “Viciados em maquininhas”. Como o próprio nome diz, o texto levanta alguns perfis de pessoas que são viciadas por tecnologia e utilizam tudo o que há de novidade no mercado em prol de sua corrida. Quando estava em busca de pessoas para compor minha matéria, o técnico Wanderlei de Oliveira lembrou de um corredor pra lá de inusitado, que não cabia muito bem no meu tema, mas que tem uma história bem interessante e “corre” na contramão de todos aqueles que são fãs dos cada vez mais sofisticados GPS, pedômetros e freqüencímetros.

O personagem da minha história, que ficou de fora da minha matéria por motivos óbvios, é o maratonista Jacob Nahmias, de 78 anos, que vive em São Paulo, nasceu na Grécia e chegou ao Brasil a bordo de um navio de imigrantes aos 24 anos de idade. Corredor há 15 anos e competitivo na faixa etária, Jacob descobriu um método muito interessante e peculiar para mantê-lo motivado nas competições. Ele literalmente conta os passos enquanto corre. É a maneira que tenho de me concentrar numa prova. Eu nem olho no relógio e fico bravo quando algum corredor do meu lado anuncia quanto deu o quilômetro. Durante a corrida, eu sei que estou competindo com mais ou menos seis atletas da minha categoria e é isso que me mantém concentrado. Eu aciono o cronômetro na largada e só paro no final”, comenta Jacob, que, para facilitar, costuma contar um para cada dois passos e multiplica por dois para saber a distância aproximada que já correu. Na conta de Jacob, cada passo equivale a 1 metro. Mesmo sabendo que a aferição não é perfeita, ele tem seus métodos para chegar a um consenso da real distância percorrida. “Dependendo de quanto estou correndo, sei quando tenho que acrescentar mais 200 ou 300 metros. É uma contagem aproximada. Em subida, por exemplo, costumamos diminuir os passos e nas descidas aumentar. Tudo isso você tem que considerar.” Apesar de ter esse hábito nas competições, nos treinos Jacob abre mão da contagem dos passos para poder usufruir da boa conversa numa corrida entre amigos.



Foto: Danilo Belmonte

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Campeões em Caiobá


Publicado por Fernanda Paradizo em 09/03/10 às 01:13 na(s) categoria(s) Triathlon
As duas fotos abaixo registram muito bem o que aconteceu no 22ª edição do Triathlon de Caiobá, realizado no dia 7 de março, na Praia Mansa, em Matinhos, litoral do Paraná.

Na primeira imagem, o pelotão formado por Marcus Vinícius, Reinaldo Colucci, Raphael Menezes e Fábio Carvalho manteve-se compacto até pelo menos metada da etapa da corrida, definida no sprint final entre Fábio Carvalho e Reinaldo Colucci, que levou a melhor, repetindo assim o resultado do Internacional de Santos.


(by fparadizo)

Se entre os homens a prova foi embolada, o que se viu na competição das mulheres foi exatamente o oposto. A foto abaixo mostra Pamella Oliveira, que compôs a equipe feminina do Fast Triathlon na semana passada, saindo da água na liderança isolada. A jovem triatleta, de apenas 22 anos, venceu a tradicional competição paranaense do começo ao fim.


(by fparadizo)

 

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Ariane Monticeli brilha na Malásia


Publicado por Fernanda Paradizo em 27/02/10 às 14:10 na(s) categoria(s) Ironman, Triathlon


Ela foi eleita pela revista Tri Sport a triatleta revelação de 2009 e não há como negar que começou 2010 com força total. Depois de faturar o título do Duathlon e do Long Distance do Rodoanel, em São Paulo, em dois finais semanas consecutivos, Ariane Monticeli, que é também comissária de bordo e concilia sua carga horária de treino com a as escalas de vôos internacionais exigidas pela profissão, conquistou na manhã deste sábado (horário de Brasília) a 4ª colocação no Ironman da Malásia, disputado em Langkawi.

A brasileira, que saiu na 9ª colocação da água e assumiu a 4ª posição no pedal, cruzou a linha de chegada em 10h15min17s, repetindo a mesma posição obtida no Ironman de Wisconsin (EUA), em setembro de 2009, quando também foi 4ª, com a melhor corrida disparada da prova (3h15) e ficando apenas a 3 minutos de uma vaga para a disputa do Mundial do Havaí, hoje seu grande sonho.

Aos 28 anos, Ariane, que é gaúcha e mora na capital paulista, começou a disputar provas como profissional somente em 2008. Mas os resultados na nova categoria não demoraram a aparecer. Em 2009, a triatleta foi campeã da etapa do Brasileiro de Longa Distância no Rio Grande Sul e conseguiu vários resultados expressivos em outras provas, que acabaram lhe rendendo o título de atleta revelação do ano. Sua estréia na distância de Ironman aconteceu há pouco menos de um ano, no Ironman do Brasil, em Florianópolis, onde foi a 9ª colocada, já impondo ali, entre nomes de peso, sua forte corrida.

Top 5 na Malásia

Feminino
1. Belinda Granger (AUS) – 9h23min33s
2. Edith Niederfriniger (ITA) – 9h35min02s
3. Hillary Biscay (EUA) – 10h10min59s
4. Ariane Monticeli (BRA) – 10h15min17s
5. Jocelyn Wong (EUA) – 10h20min32s

Masculino
1. Marino Vanhoenacker (BEL) - 8h22min31s
2. Hiroyuky Nishiuchi (JAP) - 8h50min52s
3. Romain Guillaume (FRA) - 8h55min38s
4. Justin Granger (AUS) - 9h01min08s
5. Andreas Venhorst (AUS) - 9h12min03s

 
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Momentos Disney


Publicado por Fernanda Paradizo em 28/01/10 às 12:47 na(s) categoria(s) Corrida de rua, Maratona
Aproveitando que o Blog Click postou algumas imagens interessantes sobre as “figuras” que correm fantasiadas a São Silvestre, selecionei aqui algumas fotos que dão uma idéia geral do que acontece na Maratona e Meia maratona da Disney.

Para começar, Adriano Bastos e seu visual sempre extravagante. Este ano ele correu a maratona de chiquinhas. Tem gente que acredita que o heptacampeão da Disney ainda vira um personagem da Disney.



Mais Adriano... e este penteado do cabelo? Quem será que copiou de quem?



Correndo por uma causa... participante do Desafio do Pateta, que correu 21 km no sábado e mais 42 km no domingo, corre pela cerveja.



Abaixo, as mãos do Mickey serviram como luvas para proteger os corredores do frio.



Crédito de fotos: Fernanda Paradizo

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A maior medalha de maratona do mundo


Publicado por Fernanda Paradizo em 26/01/10 às 15:49 na(s) categoria(s) Corrida de rua, Maratona
Os organizadores da Little Rock Marathon, que será realizada no dia 7 de março, na cidade de Little Rock, no estado do Arkansas (EUA), realizaram nesta segunda, 25, uma coletiva de imprensa especial para mostrar em primeira mão a medalha de participação a que todos os que finalizarem os 42 km terão direito.

A medalha em questão, considerada há seis anos a maior de finisher quando o assunto é maratona, tem cerca de 19,5 cm de altura por 16,5 de largura e pesa cerca de 760 gramas.

Na terceira edição do evento, em 2004, os organizadores confeccionaram a grande medalha sem saber que poderiam ostentar esse título. A idéia de fazer uma “big” medalha para a maratona, uma vez que a competição tinha também eventos paralelos, com provas menores, surgiu exatamente para diferenciar cada uma das distâncias e valorizar aqueles que cruzavam a dificil linha de chegada após cumprir os 42 km. Desde então, as medalhas da Little Rock Marathon têm sido cada vez maiores, até porque, ao que parece, o que menos querem os organizadores é perder esse título.



Foto: Divulgação (www.littlerockmarathon.com)
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Brasileiros prometem brilhar em Pucón


Publicado por Fernanda Paradizo em 23/01/10 às 10:41 na(s) categoria(s) Ironman, Triathlon
Depois da edição do Fast Triathlon, prova que reuniu no último final de semana o trio Juraci Moreira, Fabio Carvalho e Paulo Myiasiro, defendendo com êxito o Brasil na competição disputada na baixada santista, litoral de São Paulo, agora é a vez de outro trio brasileiro entrar em cena. Reinaldo Colucci, Santiago Ascenço e Igor Amorelli participam neste domingo, dia 24, de mais uma edição do tradicionalíssimo Ironman 70.3 de Pucón, no Chile, primeiro evento do ano da série 70.3 e que vale vaga para o Mundial, que acontece no dia 13 de novembro, em Clearwater, na Flórida.

Se depender do histórico dos brasileiros na competição, podemos aguardar um bom resultado dos atletas. O jovem paulista Reinado Colucci, de Descalvado, já foi campeão da prova em 2008, desbancando o então favorito Oscar Galindez, argentino radicado no Brasil e que buscava na época o pentacampeonato, resultado que conseguiu no ano seguinte, em 2009, exatamente em cima de Colucci, que foi vice.

O outro brasileiro com histórico positivo na prova é o goiano Santiago Ascenço, que tem como ponto forte a corrida e pode surpreender os adversários exatamente na etapa final da competição. Para se ter uma idéia, Santiago fez sua estréia na distância de Ironman (3.800 m/ 180 km/ 42 km) em novembro no Arizona com a 10ª colocação e a melhor corrida da prova, com 2h49 na maratona. Em Pucón, o goiano também já deixou sua marca. Foi 2º colocado em 2007, 3º em 2008 e 6º  em 2009. Nos últimos dois anos, fez também a melhor corrida da competição: 1h16 em 2008 e 1h15 em 2009.

Entre os principais adversários dos brasileiros, estarão lá dois argentinos já bem conhecidos por aqui: Oscar Galindez, que tentará o hexa na competição, e Eduardo Sturla, que nunca venceu em Pucón, mas tem também seu histórico positivo. Sturla foi 3º em 2003, 4º em 2008 e 5º em 2006 e 2009.

A largada da prova acontece neste domingo, 24, às 8 horas da manhã (9h no horário de Brasília). Para acompanhar as informações sobre o evento, acesse www.ironmanlive.com ou www.ironmanpucon.com.



Santiago Ascenço e Reinaldo Colucci na coletiva de imprensa da edição de 2008 do Ironman 70.3 de Pucón (by fparadizo)
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Perseguidor e perseguido


Publicado por Fernanda Paradizo em 15/01/10 às 19:22 na(s) categoria(s) Corrida de rua, Maratona
A foto abaixo foi tirada na 4ª milha da Maratona da Disney. É o único ponto do pecurso onde é possível assistir à passagem dos líderes e não correr o risco de perder a chegada do campeão. É ali mesmo que costumamos ver Adriano Bastos já reinar soberano na prova para mais uma vitória. Porém, na edição 2010, a passagem da 4ª milha já indicava que a prova transcorreria de forma diferente para o então hexacampeão. Fredison Costa, o brasileiro que foi à Disney para tentar roubar o reinado de Bastos no mundo encantado no Mickey, já mostrava ali a que veio. Na mesma cena, ainda mais dois outros atletas, estes norte-americanos, que não apareceram na imagem, mas que com certeza se fizeram vistos aos brasileiros pelo menos até a milha 16, quando Bastos, então na 4ª colocação, decidiu apertar o ritmo para encostar nos donos da casa, levando com ele também seu perseguidor, que chegou a virar líder, mas perdeu a batalha nas milhas finais para o heptacampeão.



Ainda de capa para aguentar o frio em Orlando, Bastos é perseguido por Fredison na passagem da milha 4 (by fparadizo)
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Será ele um personagem da Disney?


Publicado por Fernanda Paradizo em 05/01/10 às 22:10 na(s) categoria(s) Corrida de rua, Maratona

Ele vai tentar o heptacampeonato na Maratona da Disney no próximo domingo. Claro que estou falando aqui de Adriano Bastos, que amanhã viaja para Orlando em busca de mais uma vitória na mundo encantado do Mickey. Sua primeira vitória ali aconteceu há sete anos. E um fato bem curioso aconteceu na sua estréia. O atleta, que veio do triathlon e sempre gostou de chamar atenção pelo visual, resolveu correr a prova de chiquinhas verde e amarela no cabelo, que deram o que falar. Não bastassem as chiquinhas, Adriano se apresentou para fazer a prova de sunga, top de triathlon e luvas.

Na largada, julgando pela aparência, os corredores que almejavam um lugar ao pódio não deram o menor crédito ao brasileiro, achando que se tratava de um personagem da Disney, conforme relatou ao final da prova para a imprensa o segundo colocado daquela edição. A surpresa foi que o tal “personagem” corria para valer e roubou a cena dos demais, tornando-se o protagonista de uma história que já lhe rendeu seis títulos.

De lá para cá, Adriano sempre inovou no visual... já correu de tranças curtas e mais longas, de chapéu do Pateta ou do Pluto no cabeça. Já tremulou bandeira brasileira na linha de chegada e também a bandeira dos anfitriões. São novas tatuagens que surgem a cada ano, sempre como uma forma de homenagear a prova que o tirou do anonimato.

Para este ano, aguardemos pelo que vem pela frente. Com certeza, Adriano já pensou em em algo bem irreverente para o próximo do domingo.



De trancinhas longas e bandeira do Brasil na mão (by fparadizo)

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A “Locomotiva Paulista” dos anos 50 ainda em ação


Publicado por Fernanda Paradizo em 01/01/10 às 13:31 na(s) categoria(s) Atletismo, Corrida de rua
Satisfação enorme ao chegar ontem às imediações da Avenida Paulista para a cobertura de mais uma São Silvestre e dar de cara com o professor Edgard Feire, do Cemafe. Para quem não sabe, Edgard foi atleta dos bons na juventude. E uma das suas principais conquistas foi exatamente há 55 anos, quando foi vice-campeão da São Silvestre.

Conhecido na época como a “Locomotiva Paulista”, ele ostenta também no seu currículo o fato de ter sido o primeiro brasileiro a correr os 5.000 metros abaixo dos 15 minutos (14min55s). Ex-faxineiro da Escola Paulista de Medicina, Edgard deixou o atletismo no auge da carreira, em 1963, para estudar. Formou-se em Biomedicina e virou mestre, passando a ministrar aulas de Fisiologia na Universidade Federal de São Paulo.

Em 1994, um projeto científico na época um tanto quanto audacioso, coordenado pelo dr. Turíbio de Leite Barros, trouxe-o de volta ao atletismo para provar que alguém de 64 anos, levando uma vida completamente sedentária há 30 anos, poderia voltar a correr e enfrentar o desafio de fazer uma maratona. Sob os cuidados do técnico Wanderlei de Oliveira, ele voltou à ativa e em 1995 completou sua primeira maratona em Nova York, em 4h32, e muitas outras maratonas e meias que depois vieram pela frente. Seu melhor tempo nos 42 km foi exatamente em Nova York, quando correu a prova em 3h53.

Depois de sua volta ao esporte, Edgard, que completa 79 anos agora em janeiro, não parou mais de correr. No último dia de 2009, ele completou sua 15ª São Silvestre seguida após sua volta ao esporte, uma competição que ele mesmo faz questão de marcar presença anualmente, faça chuva ou faça sol.


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Duelo de quenianos na SS


Publicado por Fernanda Paradizo em 24/12/09 às 11:36 na(s) categoria(s) Atletismo, Corrida de rua
Depois da participação na Maratona de NY, os quenianos Robert Cheruiyot e James Kwambai voltam a se encontrar, dessa vez nas ruas de São Paulo. A foto abaixo foi tirada em NY, na saída da Queensboro Brigde, que dá acesso à Primeira Avenida, em Manhattan. Os dois atletas em cena serão as estrelas principais da 85ª Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece no último dia de 2009.

Se depender de histórico, Cheruiyot leva vantagem. Ele o único que pode ser tetracampeão da prova, aproximando-se assim em número de vitórias de outro ilustre compatriota, o queniano Paul Tergat, pentamcapeão absoluto da disputa. Em Nova York, Cheruiyot, que foi quatro vezes campeão da Maratona de Boston, foi o 2º colocado, enquanto Kwambai, a exemplo de Marilson, abandonou a disputa. Em contrapartida, Kwambai, que é o atual campeão da São Silvestre, correu este ano a Maratona de Roterdã em 2h04min27s, resultado que o coloca em 3º lugar no ranking mundial. É esperar para ver. A São Silvestre este ano promete.



Em NY, Cheruiyot e Kwambia na entrada da Primeira Avenida (by fparadizo) 
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Olivera Jevtic: só ela pode ser tri


Publicado por Fernanda Paradizo em 19/12/09 às 11:49 na(s) categoria(s) Atletismo, Corrida de rua

A atleta sérvia Olivera Jevtic, duas vezes campeã da São Silvestre (1998 e 2005), volta a São Paulo em busca do tricampeonato. A informação foi confirmada na semana passada pelos organizadores. Enquanto as brasileiras Lucélia Peres (2006), Marizete de Paula Rezende (2002) e Maria Zeferina Baldaia (2001) brigam pelo bi inédito para o Brasil, Jevtic é a única no “field” feminino que pode ser tricampeã, igualando-se em número de vitórias à mexicana Maria Del Carmen Diaz (1989, 1990 e 1992) e também à queniana Lydia Cheromei (1999, 2000 e 2004), que acumulam três títulos cada. Enquanto isso, a portuguesa Rosa Motta lidera sozinha o ranking das campeãs, com seis vitórias consecutivas (de 1981 a 1986).

Um fato curioso sobre Olivera Jevtic é que, na sua primeira vitória na São Silvestre, há 11 anos, ela desbancou a equatoriana e favorita Martha Tenório, que tentava na época sua terceira vitória na prova. Coincidentemente, as duas atletas venceram sua primeira São Silvestre com apenas 21 anos. A outra coincidência é que Tenório tentou o tricampeonato 11 anos após sua primeira vitória. E o mesmo acontecerá com Jevtic no dia 31 de dezembro. Coincidência ou não, não custa nada ficar atento às próximas semanas para saber se no “field” feminino haverá alguma jovem atleta estreante que poderá desbancá-la.



Olivera na cerimônia de premiação e na largada da SS 2005 (by fparadizo)

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O inesquecível e implacável Tergat


Publicado por Fernanda Paradizo em 17/12/09 às 21:49 na(s) categoria(s) Atletismo, Corrida de rua
Revirando meus arquivos antigos, deparei-me com um texto que me chamou atenção e trouxe de volta à memória os feitos do grande Paul Tergat por aqui. O ano era 2000. Assunto? Pentacampeonato do queniano na São Silvestre. Foi também o ano de sua despedida na mais famosa corrida no Brasil.

Na época, o próprio atleta definiu sua quinta vitória como a mais dura nas ruas de São Paulo, após ultrapassar o etíope Tesfaye Tola no final da Avenida Brigadeiro Luis Antonio. A mesma Brigadeiro que lhe tirou o tricampeonato em 1997, quando o brasileiro Emerson Iser Bem foi campeão. Em 2000, Tergat cruzou a linha de chegada com apenas 1 segundo de diferença sobre Tesfaye Tola para se sagrar pentacampeão da competição.

Para se ter uma idéia do quanto a presença do queniano abrilhantava nossa São Silvestre, já nessa época o atleta ostentava o pentacampeonato mundial de cross-country, o bi mundial de meia e ainda carregava no currículo duas medalhas de prata olímpicas nos 10.000 metros. Após essa última e honrosa participação na prova brasileira, aí sim Tergat passou a disputar maratonas, chegando a bater inclusive o recorde mundial na distância em 2003, quando quebrou a barreira das 2h05, com 2h4min55s em Berlim.

Aos 40 anos, o queniano ainda dá mostras de que está em forma. Em março deste ano, ele foi campeão da Maratona de Lake Biwa, no Japão. Seus feitos em terras brasileiras marcaram época e jamais serão esquecidos. O queniano ainda é o atual recordista da São Silvestre, com 43min12s, resultado obtido em 1995 e que já dura 14 anos.




Paul Tergat na Maratona de Nova York de 2008 (by fparadizo)

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